A Consciência Cósmica e A Criação da
Natureza
Janine Milward de Azevedo
- As Seis Direções
- A Estrela de Seis Pontas
- A "Semente Queimada"
- pequeno glossário
A Consciência Cósmica e A Criação da
Natureza
Janine Milward de Azevedo
Os vários nomes do Princípio Primordial
ou O Sem-Nome – A Plenitude da Interiorização – O Mundo da Não-Manifestação e o
Mundo da Manifestação – Não-Mutação e a Eterna Mutação - O Desejo, o Movimento
e a Criação do Universo – As Três Forças Primordiais: Sutil, Estática e
Mutativa – O Ciclo de Brahma ou a Eterna Mutação – Céu e Terra: os dois
triângulos entrelaçados – A Estrela de Seis Pontas
Deus, ou o Criador, pode ser chamado de Paramapurusa no Tantra ou de Tao da Criação, o Absoluto, no Tao. Também podemos denominar esse sentimento de Princípio Primordial, Consciência Cósmica ou Suprema Consciência.
A verdade e que, não importando o nome – por isso o Tao também e chamado de Sem-Nome.... – o Principio Primordial é revelado através de sua Interiorização Absoluta. Para Deus, para Paramapurusa, para o Tao da Criação, não existe qualquer exterioridade, apenas interioridade.
Assim, os universos são criados sempre dentro da Absoluta Interiorização de Deus, de Paramapurusa, do Tao da Criação.
O Tao da Criação, ou Paramapurusa, ou Deus, em sua plenitude de interiorização, faz nascer o Mundo da Não-Manifestação – que também poderemos chamar de o Tudo.
O Mundo da Manifestação – o universo como o conhecemos seja em seu sentido subjetivo ou seja em seu sentido objetivo – o Todo – é criado com exteriorização plena e certamente com interiorização plena também. Mas sempre esse Todo cabe dentro do Tudo, do Principio Primordial, de Deus, de Paramapurusa, do Tao da Criação.
Esse nascimento pode também ser compreendido por Prakrti, – A Energia Cósmica – ou Esplêndido Sôpro, fazendo com que tudo passe a se manifestar a partir do desejo de criação advindo do Mundo da Não-Manifestação – Maya. A energia criativa, o desejo da criação.
Maya, passa então a fazer as vezes de Prakrti, realizando o Mundo da Manifestação através da junção e inter-relação das três energias primordiais da criação, ou três Gunas:
Força Sutil – Sattvaguna – Eu
Sou: Eu Farei; a realização voltada para o futuro
Força Mutativa – Rajoguna; força
que causa movimento, atividade, agitação – Eu Faço; a realização voltada para o
presente
Força Estática – Tamoguna – Eu
Fiz; a realização voltada para o passado
No momento em que a Criação no Mundo da Manifestação passa a espelhar o Mundo da Não-Manifestação, estão realizadas e concretizadas estas três forças da natureza. Podemos, então, qualificar este triângulo como Descendente, ou seja, do Céu para a Terra, o triângulo invertido.
No entanto, o Ciclo de Brahma, Brahmacakra, é a revelação da lei da natureza em sua Não-Mutação: a Eterna Mutação, o Eterno Retorno. É o Revirão.
"O Retorno é o movimento do
Caminho (Tao)"
Havendo o Retorno dentro da lei imutável da Eterna Mutação dentro do Mundo da Manifestação, passa a existir também o triângulo Ascendente, ou seja, da Terra para o Céu – do denso para o sutil, do Mundo da Manifestação para o Mundo da Não-Manifestação.
O enlace desses dois triângulos forma a Estrela de Seis Pontas, o casamento entre o Céu e a Terra em perfeito equilíbrio, o Sublime Yang plenamente fusionado ao Sublime Yin, o Mundo da Manifestação entranhado com o Mundo da Não Manifestação, a Luz mesclada à Não-Luz.
O homem é aquele que liga o Céu à Terra por se assemelhar à Consciência Cósmica, ou seja, por realizar o desenvolvimento de sua mente, de sua consciência. A estrela que representa esse homem é a Estrela de Cinco Pontas. No entanto, a Estrela de Cinco Pontas ainda está contida dentro da Estrela de Seis Pontas.
Aquela ponta que resta entre essas duas estrelas é o Caminho da Iluminação e da Liberação. Esse Caminho é trilhado a partir do desejo de expansão da consciência (Tantra quer dizer Libertação das amarras da ignorância, da escuridão) e do retorno e fusão com o Tao, com Paramapurusa, com a Consciência Cósmica.
As Seis Direções
Janine Milward de Azevedo
O Céu, A Terra, o leste (O Começo), o
oeste (O Retiro), o sul (As Raízes, O Discípulo) e o norte (A Meta, O Mestre)
Assim, existem inicialmente o céu e a terra, o espaço acima de mim e o espaço abaixo de mim, revelando o verdadeiro posicionamento do homem, aquele que usa sua mente, ou seja, aquele que se mantém verticalmente, tornando-se o preenchimento do espaço entre a terra e o céu, sua verdadeira ligação.
Depois, existem os lugares aonde o sol nasce e aonde o sol se põe - o leste e o oeste, que passam também a preencherem os lugares em torno ao homem, revelando os posicionamentos-guia do homem a nível horizontal - sua interligação com todos os outros seres à sua volta.
O fato de a terra girar em torno de si mesma, em torno de um eixo inclinado em 23 graus e que aponta de um lado para o outro do céu e em direção quase 90 graus em relação ao leste e ao oeste.... nos revelam as direções norte e sul, novamente trazendo ao homem seu total equilíbrio a nível horizontal - sua inter-ligação consigo mesmo e com suas metas
O leste, o ponto aonde o sol nasce, nos traz O Começo. O oeste, o ponto aonde o sol se põe, nos traz A Retirada, O Retiro, O Repouso.
Dentro das direções norte e sul, o magnetismo fundamental da Terra corre de sul a norte.
O sul é o lugar aonde nossas raízes são encravadas, é nosso berço primordial, o ponto aonde nos firmamos para vivenciar nossa vida e nosso mundo.
O norte é o lugar dos mestres.... Não é o mestre aquele que possui a iluminação e a liberação, podendo, portanto, magnetizar seus discípulos apenas por existir? E mais ainda, não é o mestre aquele que pode liberar seus discípulos de seus Karmas e Samskaras, aprontando-os para vivenciarem seus Dharmas ainda nesta vida? Não é o mestre aquele que simboliza a estrela triangular celeste e que se encontra, em perfeita união, com seu discípulo, a estrela triangular terrestre?
A estrela triangular é sempre composta da trindade primordial: o céu, o homem (aquele que possui a consciência), e a terra.
A Estrela de Seis Pontas
Janine Milward de Azevedo
Ação, Conhecimento e Devoção, Karma,
Jinana e Bhakti - Mente, Intelecto e Consciência - O homem e o Homem
Sagrado - O Caminho da Iluminação e o Caminho da Liberação
"O retorno é o movimento do
Caminho" (1)
Num segundo momento, esta estrela que sobe a partir de nós, que somos nós, é composta da trindade já mutante: o céu, a terra e o homem terrestres. Objetivamente, é o Triângulo com o vértice apontando para a terra.
O entrelaçamento destas duas trindades, a celeste e a terrestre, ou dos dois Triângulos, existe a partir do desenvolvimento da mente e da expansão da consciência, fundamentalmente, e coloca o homem marcado pela estrela de seis pontas, a união, a Yoga, perfeita e plena, entre o homem, o céu e a terra. É a Sagração do Homem.
A estrela celeste, em sua trindade, desce à Terra trazendo a alma infinita e universal do homem que aqui se une com o corpo físico, formando a trindade terrestre, a estrela terrestre.
A partir da fusão das duas trindades, concretiza-se o Espírito, aquele que possui seu cordão umbilical diretamente ligado ao Tao da Criação - anterior à própria criação que é pelo Tao gerada através do Criador que cria a Criação.
Esse cordão umbilical que liga o espírito ao Tao da Criação é simbolizado pela corrente - Guruampara - que se instaura através a mutação da vida bem como através das heranças doadas e recebidas entre mestre e discípulo.
A plenitude da realização da estrela de seis pontas, é portanto, o retorno à Fonte Primordial: é o Homem Sagrado que, após trilhar seu Caminho da Iluminação e seu Caminho da Liberação, torna-se uma verdadeira estrela - objetiva ou subjetiva - ou seja, torna-se um mestre, aquele que possui luz própria e assim pode guiar e iluminar seus planetas, ou melhor, seus discípulos.
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Elas são: Ação, Conhecimento e Devoção. Em sânscrito, Karma, Jinana e Bhakti.
A Ação é a prática do homem a se tornar Homem Sagrado. O Conhecimento pertence à Terra. E a Devoção pertence ao Céu.
Obviamente, o Conhecimento da Terra é advindo do Céu e realizado pelo homem. A Devoção do homem é advinda do Céu e praticada na Terra através da Ação do Homem Sagrado.
Sob o Tao, existem, como composição da estrela triangular primordial ou a Sublime Tríplice Transparência, O Princípio Inicial (que é a imagem do próprio Tao), A Sagrada Leitura (que são os conhecimentos sagrados) e o Mestre (o homem já tornado Homem Sagrado).
Na estruturação primordial das linhas Yin e Yang do I Ching, O Livro das Mutações que contém toda a estrutura da relação céu, homem e terra, as três linhas que compõem os Oito Trigramas fundamentais da Família do Céu e da Terra (Pai e Mãe e seus Seis Filhos), também seguem o caminho indicado através da Tríplice Transparência.
O Caminho da Iluminação e o Caminho
da Liberação
Janine Milward de Azevedo
A meta da vida humana é alcançar a Consciência Suprema. A Consciência Suprema é o Tao da Criação, é a Fonte Primordial, Para se atingir a Consciência Suprema, é preciso trilhar o Caminho da Liberação.
O Caminho da Liberação passa a ser trilhado no momento em que o homem coloca a si mesmo seu propósito de se fusionar a seu Tao através o Caminho da Iluminação, que lhe trará consciência infinita e iluminada. Ao alcançar essa expansão da consciência, o Homem a se tornar Sagrado, inicia seu Caminho em direção à sua Liberação, ou seja, a sair da roda da Samsara, a Roda das Encarnações...
A Liberação é atingida quando o Homem já iluminado, transmuta seu corpo físico em Corpo de Luz: a Alquimia do Tao.
Portanto, o Caminho da Iluminação pressupõe o homem alcançando a infinitude e a plena iluminação de sua mente, de sua consciência. O Caminho da Liberação pressupõe o Homem alcançando a infinitude e a plena iluminação de sua vida. Mente e Vida infinitas e iluminadas.
Mente, Intelecto e Consciência
Janine Milward de Azevedo
Fundamentalmente, precisamos saber a diferença entre o coletivo e o Uno, entre os vários seres do universo e a Suprema Consciência.... aparentemente somos muitos, mas fundamentalmente somos Um.
Quanto estamos sob as limitações, em nossa mente, somos parte do coletivo ainda vivendo na escuridão Somos então dominados pelo medo e pelas questões terrestres apenas. Quando ultrapassamos as limitações e alcançamos a liberação da mente, estaremos vivenciando o verdadeiro Tantra.
Dessa forma, é importante que saibamos que, sendo seres que usam sua mente, aprendemos que antes de mais nada, também é a mente a causa das limitações bem como a causa da Liberação.
Existem então formas que poderemos nos impor para ultrapassar a ignorância de nossa mente – essa é a meta de realização de nossa vida.
É a mente que realiza a ação. E portanto é a mente que desfruta das vicissitudes e das virtudes dessas ações.
Quando a mente individual se funde com o Tao, com a Suprema Consciência, nos traz a Liberação. A Liberação se dá quando a mente individual se funde total e amplamente com a Mente Cósmica.
Karma e Samskara
Janine Milward de Azevedo
Ação e sua reação em potencial
Quando a mente se deforma, ela tem intrinsecamente a tendência a retornar à sua forma original. Assim, Samskara é a tendência da mente a retornar à sua forma original, ou seja, à Fonte Primordial, O Tao da Criação.
Quaisquer ações que pratiquemos, são gravadas suas impressões em nossa mente. São reações em potencial. O ciclo de vida, morte, vida, morte acontece até quando todos os Samskaras sejam exauridos. Nesse momento, o Caminho da Iluminação dá lugar ao Caminho da Liberação.
O homem sempre se encontra diante de duas possibilidades em relação ao fato dele, o homem, como tudo no universo, ser uma semente. Num primeiro momento, poderíamos pensar que é bom "ficar para semente". Certamente também esse ponto de vista é correto quando quer significar deixar bom trabalho e bons exemplos como herança na Terra...
Mas , por outro lado, o Tantra nos diz que existem homens e Homens Sagrados, ou seja, existem as sementes que voltam a produzir (re-encarnarem novamente na Terra ou em outros planetas do mesmo nível) ou existem as sementes "queimadas", aquelas que não mais voltam a encarnar. Assim o homem é aquele que é a semente que nasce de novo e o Homem Sagrado é aquele que representa a "semente queimada", Dagdhabiija.
A "semente queimada" existe a partir da queima total de todos os Samskaras, provido o fato de que também não existem mais criações de Karmas - sempre a ação é correta não produzindo, dessa maneira, sua reação em potencial.
Como então podemos ir além dos Karmas e Samskaras? Esse é o papel da consciência. O que é consciência? Consciência é discernimento – Viveka.
Essa consciência discriminativa, esse discernimento, sempre está entre a escolha de realizar uma ação boa ou uma ação ruim – existe então um julgamento.
Quando se age corretamente, temos a consciência regendo a mente e podemos retornar à Consciência Suprema.
Ação, conhecimento e Devoção
Janine Milward de Azevedo
Karma, Jinana e Bhakti
O Conhecimento, Jinana, é muito importante porque é o instrumento que nos ajuda a identificar nossa meta e como alcançá-la.
Conhecendo nossa meta, é preciso a Ação, Karma, para se chegar até a ela. A Ação, sem reação, sem Samskara, é Karma. Apenas agir o Karma, a Ação, mecanicamente não nos leva ao aprofundamento em nossa essência espiritual – é preciso então, Bhakti, a Devoção.
Uma vez tenhamos obtido a plenitude do Conhecimento, podemos jogá-lo fora, prescindir dele, porque o mais importante em nosso Caminho para a Liberação é a Ação plena de Devoção.
Assim, o Conhecimento apenas não é suficiente para se alcançar Paramapurusa, A Suprema Consciência, O Tao da Criação. O Conhecimento tem que ser aliado à Ação, Karma, e fundamentalmente, à Devoção, Bhakti.
Dessa forma, a Devoção, Bhakti, é a meta final a ser atingida para que o aspirante espiritual possa vivenciar e ultrapassar seus Samskaras adquiridos.
Em suma, a essência de tudo é conseguirmos usar nossa mente, nossa consciência discriminativa, nosso discernimento, nosso julgamento – Viveka – para irmos além do intelecto, que é extremamente limitado. Assim fazendo, conseguimos realizar os três princípios fundamentais – Conhecimento, Ação e Devoção – de maneira plena para alcançarmos nossa meta, a Consciência Suprema . Esse é o Caminho da Liberação.
Assim, a conclusão é: enquanto existirem Samskaras, não existe Liberação. Qualquer ação, seja boa ou seja ruim, cria Samskaras. Se praticamos uma boa ação, trazemos boas reações, bons Samskaras para nossa vida: se praticamos uma má ação, trazemos Samskaras ruins para nossa vida....
Então, como podemos ir além desse ciclo de Samskaras? Qual é a saída?
Primeiramente, temos que compreender que devemos realizar nossas ações pela sua realização intrínseca e não pelos seus resultados. Assim, não procurar pelos resultados de nossas ações é a primeira saída para irmos além do ciclo de Samskaras, sejam bons ou ruins. A ação correta certamente trará o resultado correto – mas isso não deverá fazer parte de nossa preocupação, de nossa intenção. Quando existe a preocupação ou intenção, o esforço não é completo. A ação deve sempre ser realizada sem expectativas de seus resultados. É o Wei Wu Wei, a Ação através da Não-Ação.
"O Caminho é uma constante
não-ação
que nada deixa por realizar" (2)
"A boa caminhada não deixa rastros
ou pegadas" (3)
"O Grande Caminho é vasto
.................
Conclui a obra sem mostrar sua
existência
........
Assim, o Homem Sagrado nunca age como
grande
Por isso pode atingir sua
grandeza" (4)
"Concluir o nome, terminar a obra,
retirar o corpo
Este é o Caminho do Céu". (5)
"As pessoas tem um ego
Somente eu o ignoro considerando-o
precário
O que quero que me distinga dos demais
É valorizar o alimentar-se da Mãe"
(6)
A "Semente Queimada", Dagdhabiija
Janine Milward de Azevedo
A Semente Queimada e as Seis Direções
A verdade é que o homem encontra-se no centro dessas Seis Direções... No entanto, ao tornar-se Homem Sagrado, ele torna-se a verdadeira fusão destas, ele torna-se a Estrela de Seis Pontas.
A Semente Queimada e a Estrela de Seis
Pontas
......................
Namaskar!
Eu saúdo você
com minha mente e com meu coração
Terminologia do Tantra
Baba Nam Kevalam – Mantra universal: O amor divino a tudo permeia, A Consciência Suprema a tudo permeia.
Bhakti – devoção; atração intensa pelo Supremo
Brahma – Consciência Cósmica, literalmente "O Grande"
Brahmacakra – o ciclo de Brahma, o movimento da criação, do sutil ao denso, da Consciência à matéria, e, o retorno do denso para o sutil, da matéria à Consciência.
Dagdhabiija – aquele que não cria mais Samskaras; Semente Queimada
Dharma – natureza, dever; a característica essencial de uma entidade; a capacidade de prestar serviço, que é a qualidade essencial do ser vivo
Força Estática – Tamoguna – Eu Fiz; a realização voltada para o passado
Força Mutativa – Rajoguna; força que causa movimento, atividade, agitação – Eu Faço;
a realização voltada para o presente
Força Sutil – Sattvaguna – Eu Sou: Eu Farei; a realização voltada para o futuro
Gunas – as três forças qualificadoras de Prakrti
Jinana – conhecimento
Jiva – Consciência Cósmica Coletiva
Kundalini – poder espiritual latente no ser humano
Karma – ação
Liila – o jogo cósmico
Mandala - um círculo ou um quadrado objetivando uma imagem arquetípica ancestral revelada pelo inconsciente; a singularidade máxima de uma imagem ou mensagem
Mantra – palavra especial usada na prática espiritual:
"man" significa "mente" e "tra" significa "liberar"; aquilo que libera a mente de suas ataduras
Maya – o Princípio Operativo, a energia criativa do universo
Mukti – liberação; a união da mente com a Consciência Cósmica qualificada,
Saguna Brahma
Namask’ar – saudação (eu saúdo você com minha mente e meu coração)
Nirguna Brahma – Consciência Cósmica não-manifesta
Paramapurusa – Consciência Cósmica
Prakrti – o Princípio Operativo, A Energia Cósmica
Purusa - Suprema Consciência manifestada: Eu Sou
Rajoguna – a força mutativa; Eu Faço; a realização voltada para o presente,
a transformação
Saguna Brahma – a Consciência Cósmica manifesta
Samadhi - União Suprema com Paramapurusa, A Consciência Cósmica
Samsara – a roda das encarnações
Samskara – reação a uma ação, em forma potencial
Sanskrta - Sânscrito – linguagem desenvolvida pelos yogis
Sattvaguna – a força sutil, Eu Sou: Eu Farei; a realização voltada para o futuro
Semente Queimada – aquele que não cria mais Samskaras (reações mentais)
Shiva – Consciência Cósmica Unitária
Tamoguna – a força estática, Eu Fiz; a realização voltada para o passado
Tantra – a ciência yogi, "aquilo que libera da ignorância"
Viveka – discernimento, conhecimento discriminativo
Terminologia do Tao
Absoluto – O Tao
Céu Anterior - Wu Chi , o Mundo da Não-Manifestação
Céu Posterior - Tai Chi, o Mundo da Manifestação
Com-Nome – O Tao do Céu Posterior
Fu - O Retorno do I Ching; representa no auge da quietude, o nascimento da atividade. (1)
Esplêndido Sopro - a energia do Absoluto (1)
Homem Sagrado - Aquele que se encontra no Caminho da Iluminação e posterior Imortalidade; - a união da Consciência Pura com a Vida Infinita (1)
I - A Mutação
Luz - O Sublime Yang
Mundo da Manifestação - A existência
Mundo da Não-Manifestação - A Não-Existência
Não-Existência – da classe do Wu Chi, do Não-Manifestado
Não-Luz – O Sublime Yin
Orifício Misterioso - é o espaço onde o universo se cria e se destrói: o Portal Negro da alquimia taoísta. (1)
Princípio Primordial – O Tao
Rei Celeste - Criador de todas as formas, - a consciência real que está em toda parte (1)
Sem-Nome – O Tao do Céu Anterior
Sopro Primordial - manifestação do Tao Primordial no sêr trazendo-lhe a vida através da inspiração e da expiração Fusionado ao Espírito, produz o Elixir da Vida.
Tai Chi – O Mundo da Manifestação, O Céu Posterior
Tao - O Caminho
Tao Te Ching - O Livro do Caminho e da Virtude
Te - A Virtude
Tesouro do Espírito - O Conhecimento, A Sagrada Leitura.
Universo Manifestado – Tai Chi, O Céu Posterior, A Existência
Universo Não-Manifestado – Wu Chi, O Céu Anterior, A Não-Existência
Wei Wu Wei - Ação na Não-Ação
Wu Chi - O Céu Anterior
Yang - Força Criativa, Masculina, A Luz
Yin - Força Receptiva, Feminina, A Não-Luz
Outras Terminologias
Arquétipo - A partir da sincronicidade, uma imagem (ou mensagem) é trazida do inconsciente e percebida através do consciente
Eterno Retorno - o ponto onde o Sublime Yang dá lugar ao Sublime Yin, e vice-versa, eternamente; o ponto onde o universo termina e começa novamente, infindavelmente; o ponto onde o Céu Anterior dá lugar ao Céu Posterior, e vice-versa, sempre.
Inconsciente - aquilo que existe na mente como conteúdo não-manifesto.(ver o consciente)
Plenitude da Consciência - quando a mente consegue reunir, harmoniosamente e espiritualmente, o conteúdo manifesto do consciente com grande parte do conteúdo não-manifesto do inconsciente, tornando-se assim, capaz de acessar uma biblioteca de conhecimentos tanto pessoais quanto coletivos e universais.
Revirão - o ponto de Retorno; o ponto de interseção entre o consciente e o inconsciente, entre a matéria e o espírito, entre a Luz e a Não-Luz
Revirão do Universo - o ponto onde o universo termina e começa novamente; o ponto onde o universo torna-se não-universo
Símbolo - arquétipo conscientizado e objetivado em imagem ou mensagem
Sincronicidade - embaixo como em cima; céu e terra atuando num só momento e através dessa simultaneidade é revelada uma mensagem ou imagem
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BABA NAM KEVALAM
O Amor Divino a tudo permeia
Janine Milward de Azevedo