O texto abaixo
é de autoria de Janine Milward de Azevedo e extraído de seu livro Aonde
a Cobra Morde a Cauda – direitos reservados 2004. Você pode copiar ou
reproduzir desde que sempre na íntegra e mencionando sua autoria e seus
créditos.
Estação Universo:
Parada de um caminho a Caminho do Céu
Janine Milward de Azevedo
Tempo e Espaço – Espírito e Alma
Tempo e espaço, sendo Filhos do Tao, O
Caminho, também se perpetuam.... É o Tudo da Criação, que num momento parecer
ser o Todo e em outro momento parece ser o Nada.
Nosso espírito, então, é parte desse
todo de universos, desse Todo do nosso universo – nosso espírito é tão antigo
quanto nosso universo porque certamente nasceu junto com ele, semente que
éramos nós e o resto do universo. E hoje, depois de cerca de quatorze bilhões
de anos de vida – somos ainda tão jovens, ainda entrando na adolescência do
universo.... – somos as mesmas sementes oriundas da explosão inicial da semente
primordial que deu luz ao nosso universo.
Assim, nosso espírito vem vindo de
estrela em estrela, acoplando sua luz à matéria – luz é matéria – e fusionando
nesse espírito uma mente que vai se ampliando e acumulando a memória do próprio
universo. Nosso espírito é a Luz que dá Vida à matéria, mente, à encarnação, ao
nosso corpo físico.
Nosso espírito é anterior ainda a esse
nosso universo e a todos os possíveis universos.... porque é parte coletiva da
Unidade Absoluta do Tao da Criação.
Nosso espírito possui – anteriormente e
posteriormente – a eternidade do tempo e espaço do universo em que vivemos mas
nosso corpo físico possui a duração do tempo e do espaço do planeta aonde
encarnamos, aonde a matéria acolhe nosso espírito.... mesmo que o corpo físico
seja produto da metamorfose estelar desde o início deste universo.... que por
sua vez já é a metamorfose de um universo anterior... numa Eterna Mutação.
Encarnação
Não sei bem dizer como funciona na
prática real a encarnação ou mesmo a re-encarnação: este tem sido um motivo de
busca de compreensão em minha vida no passado, no presente e acredito, também
será no futuro. A verdade é que penso que somente entrando na real Era de
Aquário é que poderemos ter acesso a este Conhecimento.
A real Era de Aquário tem seu início
por volta da segunda metade do próximo século, século 22. A Era de Peixes é
marcada por uma certa nebulosidade no conhecimento, um véu que começa a se
tornar cada vez mais transparente à medida que nos aproximamos da próxima Era –
mesmo que estejamos ainda em sua antecâmara.
No entanto, minhas dúvidas e
nebulosidades repousam sobre a forma com que estas encarnações podem acontecer:
o que significam esse tempo e espaço durante uma encarnação em determinado
planeta e o que significam esse tempo e espaço entre uma encarnação e outra e o
que leva o ser, tanto a nível de consciência que traz o espírito quanto a nível
de materialização do corpo – seja físico ou etérico – em um determinado espaço
e tempo a encarnar neste Planeta ou em outro. Também gostaria de poder melhor
saber em como a alma acolhe o espírito para introduzi-lo no corpo – em tempo de
nascimento – e de forma inversa, como libera do corpo o espírito – em tempo de
morte.
Vida, Morte, Luz, Não-Luz
Existe, me parece, uma dicotomia na
natureza entre Luz e Não-Luz, entre corpo e espírito. Ou seja, no momento da
encarnação assim como a conhecemos, a alma acolhe o espírito dentro da Luz, ou
matéria. No tempo in-between entre uma encarnação e outra, diríamos, viveria o
espírito dentro da Não-Luz ou matéria escura? No entanto, não podemos nos
esquecer que o Espírito é Luz, sempre. E a alma, bem como a matéria, podem
aparecer como Não-Luz pronta a trazer para sua mente a iluminação da
Consciência, tornando-se, então, Luz novamente.
Matéria Escura – Energia Escura
Dentro dos mundos objetivos e
subjetivos da ciência, sabemos que existe muito mais Não-Luz do que Luz... Bem
como também não sabemos dizer ao certo até onde essa Não-Luz conduz ou retém a
Luz... ou seja, existe mais matéria e energia escuras do que matéria iluminada.
Possivelmente, dentro de uma compreensão subjetiva da ciência, a Não-Luz possa
conter a vida não materializada que se manifesta através da Luz – sendo Luz,
matéria. Assim, mesmo que percebamos a vida como a conhecemos apenas através da
matéria, da Luz, ela também pode acontecer dentro da não-matéria, da matéria
escura, da energia escura, da Não-Luz, por que não?
A verdade é que até os dias de hoje não
se sabe dizer ao certo – dentro do mundo objetivo da ciência – o que são a
matéria escura e a energia escura que permeiam todo o universo que
conhecemos... como também não se sabe dizer ao certo até onde essas questões
vêm determinando e continuarão a determinar a vida, o passado, o presente e o
futuro do lugar onde vivemos.
Dimensões....... e Folhas soltas ao
Vento....
.
Outra questão também a ser considerada
dentro da ciência física é que muito possivelmente nosso universo assim como o
conhecemos objetivamente, cientificamente, não contenha apenas três dimensões e
sim, quatro (ou outras mais...) Esta quarta dimensão faria, então, parte do
mundo invisível – porém existente; e não somente existente, mas
fundamentalmente, de onde toda a existência é gerada (dentro da ciência
metafísica).
As três dimensões seriam, então,
delineadas pelo Mundo da Manifestação enquanto a quarta dimensão (e outras
mais....), pelo Mundo da Não-Manifestação ainda não objetivado.
"O retorno é o movimento do
Caminho
a suavidade é a atuação do Caminho
os seres sob o céu nascem da existência
e a existência nasce da não-existência"
– assim nos diz Lao Tsé
Existe também a possibilidade de nosso
universo ser apenas como uma membrana – como se fosse uma folha solta ao vento
– conjugando-se com outros tempos e espaços que podem ser objetivados dentro de
uma aparente imensa subjetividade – aos nossos olhos – e que, no entanto,
existem, interagem conosco, mesclam-se a nós... assim como se no palco da vida,
da coxia surgissem outros palcos da vida. Assim como uma grande árvore repleta
de folhas que se soltam ao vento... ao mesmo tempo que suas sementes explodem
ao léu permitindo novas árvores frondosas plenas de vida acontecerem sob o Tao
da Criação.
Porém, sempre estaremos falando de
tempo e espaço, tempo e espaço, espaço e tempo, finitude infinitude
Tempo Infinito e Espaço Finito
O tempo é infinito porque é herdado de
universo para universo, desde o Tao, que está para além do tempo.
O espaço é finito porque vai se
metamorfoseando sempre, se desenvolvendo, nascendo, vivendo e morrendo: num
momento cabe dentro de uma semente, em outro momento explode revelando o tempo
e espaço; andando, andando, andando, até que toda a matéria ao qual a Luz da
Vida aderiu, termine.
No entanto, a Luz da Vida permanece e
através do tempo, cria um novo espaço. Esse espaço, no entanto, também pertence
ao tempo e portanto é também infinito, na medida que, como uma semente, aguarda
o Sopro Primordial do Tao fazendo o Criador voltar a realizar a Criação.
Urdimento e Trama do Tear do Criação
"O céu é constante, a terra é
duradoura
o que permite a constância e a duração
do céu e da terra
é o não criar para si
por isso são constantes e duradouros
assim, o Homem Sagrado deixa seu corpo
para trás
e o Corpo avança
além do corpo, o Corpo permanece
através do não-corpo, conclui o
Corpo" – assim nos diz Lao Tsé
O tempo é a infinitude da Luz e o
espaço é a infinitude da Não-Luz. Quando se fusionam, o tempo traz Luz ao
espaço. Com o tempo, o espaço vai realizando essa Luz e transmutando-a, até que
encontre a Plenitude do Vazio, a Não-Luz.
O tempo é filho do Criador e o espaço é
filho da Criação. Criador e Criação são filhos do Tao, o Caminho. E o Tao é o
Tao – sobre ele não se fala porque não se tem como falar...
Sabemos apenas que você e eu, nós somos
um espaço materializado dentro de um determinado tempo – em nosso corpo físico.
A Iluminação da Consciência nos traz essa certeza, ou seja, traz Luz à nossa
Não-Luz do espaço finito. A Liberação ou Imortalidade nos devolve a Luz
intrínseca ao tempo infinito. Dessa forma, nos tornamos urdimento e trama do
tear do universo.
"O homem se orienta pela terra
a terra se orienta pelo céu
o céu se orienta pelo Tao
o Tao se orienta por sua própria
natureza" – assim nos diz Lao Tsé
A Semente Queimada e Voto do
Bodhisatwa
O Homem Sagrado é aquele que é
considerado "Semente Queimada" (aquele que não mais possui Karmas nem
Samskaras), ou seja, uma semente que não mais encarna no mundo dos homens
submetidos à re-encarnação. Aqueles que ainda não expandiram sua mente em
consciência iluminada são homens "Sementes que Nascem de Novo"
(porque ainda possuem Karmas e Samskaras).
Certamente que temos que compreender,
no caso da Semente Queimada, que, a este nível de consciência, o Homem Sagrado
pode decidir-se por si mesmo se deseja ainda continuar encarnando neste Planeta
para tornar-se um Bodhisatwa (um Ser de Compaixão que faz seu voto de não
deixar a re-encarnação neste nível até que a última alma seja salva).
A "Semente Queimada" é como
se fosse o universo, ou uma estrela, ou uma galáxia, que chega ao seu final,
como uma semente amorfa e plena de escuridão... que no entanto, apenas guarda o
espaço e tempo trazidos pelo Tao para explodir e formar um novo universo. A
"Semente que nasce de novo" continua a fazer parte da Luz e da
Não-Luz do universo... até que se torne "Semente Queimada".
Eu Sou a Consciência Cósmica, a
Consciência Cósmica Sou Eu
Sinto, portanto, que o espírito – A Luz
– nasce junto com o universo e com ele caminha até o final desse mesmo
universo... tornando-se Não-Luz... como a escuridão da semente que apenas
aguarda o momento adequado para voltar a ser Luz, ou o momento da explosão e da
criação de um novo universo, criando novo tempo e espaço. A verdade é que o
espírito e a matéria que o contém significam o próprio universo, eles são a fusão
do universo – Hom So, um mantra universal.
Assim, mesmo que um universo morra e se
decomponha por completo... não estará se tornando o húmus que tonifica a
semente que se abrirá em novo universo?
E não é verdade que são o espírito e a
matéria contenedores da vida e da mente condensadas a partir da Mente Cósmica
que por sua vez é criada pela Consciência Cósmica?
Sendo assim, nosso espírito e nossa
mente são a própria Consciência Cósmica. Hom So: eu sou a Consciência Cósmica;
a Consciência Cósmica sou eu.
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O texto acima é
de autoria de Janine Milward de Azevedo e extraído de seu livro Aonde a
Cobra Morde a Cauda – direitos reservados 2004. Você pode copiar ou reproduzir
desde que sempre na íntegra e mencionando sua autoria e seus créditos.
BABA NAM KEVALAM
A Consciência suprema a tudo permeia
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Janine Milward de Azevedo