Universo - Criação e Vida - Parte II - A Metafísica

O texto abaixo é de autoria de Janine Milward de Azevedo e extraído de seu livro Aonde a Cobra Morde a Cauda – direitos reservados 2004. Você pode copiar ou reproduzir desde que sempre na íntegra e mencionando sua autoria e seus créditos.

Universo: Criação e Vida


Parte II


Cosmologia Metafísica (ou Espiritual)

Janine Milward de Azevedo

O Renascimento do Universo – a Semente do desejo da Criação – A Meditação do Criador e a Constância do Ato de Criar

O Renascimento do Universo

Janine Milward de Azevedo

Dentre as várias lendas que remontam ao dilúvio, existe uma que narra a estória de um homem e uma mulher que deram início ao universo, como o conhecemos.

O dilúvio havia arrasado tudo, no céu e na terra. Não restara nada, a não ser o barro que surgia enquanto as águas iam escorrendo e desaparecendo, baixando, buscando os vales.

O homem e a mulher salvaram-se porque se refugiaram no cume da mais alta montanha. Eles eram tudo o que restou do Yang e do Yin, do Tai Chi, da multiplicidade de existências do universo anterior.

E todo aquele Vazio de existências era o Uno, o princípio inicial de tudo o que haveria de ser re-criado a partir de então.

O que poderia criar o universo manifestado?

A inspiração soprada pelo Absoluto do universo não-manifestado.

"O retorno é o movimento do Caminho

A suavidade é a atuação do Caminho

Os seres sob o céu nascem da existência

E a existência nasce da não-existência" (1)

Do alto da montanha, o homem, que chamaremos de Criativo, e a mulher, que chamaremos de Receptivo, sentaram-se para primeiramente contemplarem o vir-a-ser, o início de um novo processo de criação

Podemos dizer, sim, que esta estória se passa no Planeta Terra, nossa terra.

K’un, O Receptivo, o Abranger, O Vazio, A Não-Luz, tomou do barro, moldando com suas mãos ágeis as estrelas que foram colocadas no céu, uma a uma, tantas que nem deu para contar.................................................................................................................................................................................menos uma, que deixou na Terra, a seu lado.

Ch’ien, O Criativo, A Luz, permanecia sentado em seu silêncio interior, em profunda meditação, criando assim a constância da luz que permite a criação existir.

Dessa maneira, a cada estrela que aparecia no céu, Ch’ien, O Criativo, criava nela A Luz que a fazia novamente resplandecer; e logo logo, toda a imensidão do universo brilhava com o pisca-pisca das estrelas...

K’un, A Terra, tornou-se a Abrangência do próprio Vazio - o Yin Supremo.

Ch’ien, O Céu, tornou-se o Criativo da Luz que preenche esse Vazio - o Yang Supremo..

Através do Vazio, encontra-se A Luz

Do barro que sobrou, K’un, A Terra, começou a fazer seus próprios filhos... E usou um pouquinho do barro daquela estrela que havia ficado na terra, que não fôra para o céu, para fazer o coração dos seres e de toda a natureza.

K’un, A Terra, quis dar a seus filhos o sentimento de poderem olhar para as estrelas e o resto da natureza do universo como se fizessem parte desse todo.... e fazem, de coração e mente.

Assim, em nosso coração, bate aquele minúsculo pedaço de barro – que é a nossa parte nas estrelas e no universo.

"O que quero que me distinga dos demais

é valorizar o alimentar-se da Mãe." (2)

Assim, surgiram o Céu e a Terra e toda a criação....Do Mundo da Não-Manifestação ou Céu Anterior, Wu Chi, surge o Mundo da Manifestação ou Céu Posterior, Tai Chi.

"Sem-Nome é o princípio do céu e da terra

Com-Nome é a mãe das dez mil coisas" (3)

K’un, A Terra, identificava-se com a multiplicidade, a amplidão, o Espaço, o Vazio do Espaço. Ch’ien, O Céu, identificava-se com a unidade, a continuidade, o Tempo.

"O Céu é constante, a terra é duradoura

O que permite a constância e a duração do céu e da terra

É o não criar para si

Por isso são constantes e duradouros"(4)

Da Não-Luz e da Luz – dessa cópula do universo em seus primórdios – o Yin foi se mesclando ao Yang, o Yang foi se mesclando ao Yin....

A Luz constante de Ch’ien, O Céu, O Criativo, e a criação duradoura de K’un, A Terra, O Receptivo, surgem do Tao.

Tao é o Caminho.

"O Caminho gera o Um

O Um gera o dois

O dois gera o três

O três gera os dez mil seres.

Os dez mil seres se cobrem com o obscuro e abraçam o claro.

E se harmonizam através do esplêndido sopro." (5)

O Tao gera o Um, o Princípio Primordial, O Sopro do Tao, a energia do Absoluto.

O Um – advindo do Absoluto – gera o Dois, o Tai Chi: O Yang, o claro, e o Yin, o obscuro.

O Dois gera o Três: O Céu, A Terra e toda a natureza sintetizada no Homem.

O Céu revela o Princípio Primordial, a Terra revela o Tesouro do Espírito, A Sagrada Leitura; o Homem revela o Mestre, aquele que retorna ao Princípio Primordial através do Tesouro do Espírito.

O Princípio Primordial é o Tao: A Virtude, Te, é o Tesouro do Espírito. Assim, o Homem, o Mestre, é aquele que busca o Tao através de sua ação, a virtude, Te.

Dessa maneira, o Três gera os dez mil seres, o universo.

"Os dez mil seres fazem-se mas não para se realizar

Iniciam a realização mas não a possuem

E justamente por realizar sem apego

Não passam".6)

Porque "não passam", porque perduram, os dez mil seres, dentro do universo do Mundo da Manifestação ou Céu Posterior, fazem significar ou imajar, a totalidade do universo através das linhas contínuas ou vazadas: é a Mutação, I.

A constância de Ch’ien, O Céu, o Yang absoluto, é simbolizada pela linha contínua:

________

A duração de K’un, A Terra, o Yin absoluto, é simbolizada pela linha vazada

___ ___

A constância de Ch’ien, O Céu, revela a unidade, O Uno. A duração de K’un, A Terra, revela a multiplicidade, a partir da dualidade do Yin e do Yang.

Sendo o Céu, o Tao, o Princípio Primordial: sendo a Terra, o Te, o Tesouro do Espírito; sendo o Homem o Mestre que realiza em si mesmo o Tao e o Te....dentro de Ch’ien, O Pai, O Céu, A Luz, o Criativo, O Sublime Yang da Luz Suprema, encontraremos:

________ uma linha contínua para o Céu (contendo a revelação do Princípio Primordial, O Tao, em sua manifestação Yang)

________ uma linha contínua para o Homem (contendo a revelação do Mestre em sua

manifestação Yang)

________ uma linha contínua para a Terra (contendo a revelação do Tesouro do Espírito, O Conhecimento, O Te, A Virtude, em sua manifestação Yang)

Assim, surge o Trigrama Primordial do Céu, Ch’ien, O Criativo, o Sublime Yang da Luz Suprema:

A linha do Céu ________

A linha do Homem ________

A linha da Terra ________

Em K’un, A Mãe, A Terra, O Receptivo, O Vazio, O Abranger, O Devocional, O Sublime Yin da Não-Luz Suprema, encontraremos:

____ ____ uma linha para o Céu (contendo a revelação do Princípio Primordial, O Tao, em sua manifestação Yin)

____ ____ uma linha para o Homem (contendo a revelação do Mestre em sua

manifestação Yin).

____ ____ uma linha para a Terra (contendo a revelação do Tesouro do Espírito,

O Te, A Virtude, em sua manifestação Yin)

Surge, então, o Trigrama Primordial da Terra, K’un, O Receptivo, O Sublime Yin da Não-Luz Suprema:

A linha do Céu ____ ____

A linha do Homem ____ ____

A linha da Terra ____ ____

Nos Trigramas Primordiais imajados do Tao e do Te, o céu está acima e a terra está abaixo. O céu é constante e a terra é duradoura.

O homem, por se encontrar na transição entre o céu e a terra, faz a ligação entre a constância e a infinitude do céu com a duração e a finitude da terra.

Esta ligação ou re-ligare, é a busca do homem pelo Tao. O encontro com o Tao é realizado através da virtude, o e libertá-lo da Roda da Vida Te.

Quando o Homem Sagrado consegue realizar em si mesmo o Tao e o Te, O Caminho e a Virtude, ele se torna constante e infinito...É a Imortalidade: "Mesmo perdendo o corpo, não irá perecer".

"Conhecer a constância se chama iluminação

Desconhecer a constância é a impropriedade que provoca o infortúnio.

Quem conhece a constância é abrangente

Quem é abrangente pode ser coletivo

O coletivo tem o poder da criação

A criação tem o poder do céu

O céu tem o poder do Caminho

O Caminho tem o poder do eterno.

Assim, mesmo perdendo o corpo, não irá perecer". (7)

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Tao Te Ching - O Livro do Caminho e da Virtude - Lao Tsé


Capítulo 40


Capítulo 20


Capítulo 1


Capítulo 7


Capítulo 42


Capítulo 2


Capítulo 16

Tradução de Wu Jyh Cherng - Editora Ursa Maior



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O texto abaixo é de autoria de Janine Milward de Azevedo e extraído de seu livro Aonde a Cobra Morde a Cauda – direitos reservados 2004. Você pode copiar ou reproduzir desde que sempre na íntegra e mencionando sua autoria e seus créditos.

A Semente do Desejo da Criação

(sob a visão do Tantra ancestral)

Janine Milward de Azevedo

O que for a profundeza do teu SER, assim será teu DESEJO

O que for teu DESEJO, assim será a tua VONTADE

O que for tua VONTADE, assim serão teus ATOS

O que forem teus ATOS, assim será teu DESTINO.

(Upanishad IV,V)

O SER é a Consciência Cósmica, o Tao, Paramapurusa: Eu Sou não-manifestado

O DESEJO é aquele que manifesta o Ser Primordial: Eu Sou manifestado

A VONTADE é aquela que idealiza a realização do movimento da Criação: Eu Farei

Os Atos são aqueles que realizam o movimento da Criação: Eu Faço

O DESTINO é aquele que manifesta o movimento da Criação: Eu Fiz

O Ser pode ser denominado de Consciência Suprema, a Consciência Cósmica, ou Tao. Também poderemos chamar de Paramapurusa, um têrmo sânscrito.

(Sânscrito é uma língua construída há milhares de anos atrás de uma tal maneira que trouxesse uma expansão da consciência. Os antigos yogis concentraram-se profundamente e meditaram intensamente até encontrarem 49 glândulas sutis encr5avadas nos sete chacras do corpo humano. Cada glândula possui um determinado som, uma vibração sonora percebida pelos mestres yogis e condensadas em 49 letras de um alfabeto que estruturou a língua sânscrita. Sânscrito – Sam’skrt – significa "bem feito, bem realizado")

A partir deste Absoluto ou Princípio Primordial, se dá a interação entre os mundos da Não-Manifestação e da Manifestação.

O Mundo da Não-Manifestação é um estado puro de onde se origina a Criação advinda do Mundo da Manifestação. ao surgir a manifestação dos primórdios da Criação, com ela se objetiva a Mente Cósmica. Assim, a Mente Cósmica é uma objetivação para agir e nomear a Suprema Consciência dentro do Mundo da Manifestação.... surge Brahma, a Consciência Cósmica, literalmente "O Grande".

Assim, existe o Mundo da Não-Manifestação, Nirguna Brahma – Consciência Cósmica não-manifesta – que faz nascer o Mundo da Manifestação, Saguna Brahma, a Consciência Cósmica manifesta..............

Brahma desmembra-se em dupla qualidade manifestada através de sua própria consciência objetivada em Eu Sou: Purusa. E através de sua capacidade, potencial ou objetiva, de manifestar sua capacidade de expressão: Prakrti.

Purusa e Prakrti interagem entre si tanto dentro do Mundo da Não-Manifestação – Nirguna Brahma -, quanto dentro do Mundo da Manifestação – Saguna Brahma.

Dessa forma, a partir de Brahma, a Consciência Cósmica, Purusa, e sua expressão de manifestação, Prakrti, interagem, fusionam-se e separam-se, fusionam-se e separam-se, criando o Princípio do Movimento.

Essa movimentação também acontece dentro dos dois mundos, formando, então, uma tríplice qualidade de forças que competem entre si, infinitamente dando início, vivenciando e trazendo a finalização para dar começo a uma nova jornada.

Aqui tem início o Brahmacakra – o ciclo de Brahma, o movimento da Criação, do sutil ao denso, da Consciência à matéria, e , o retorno do denso para o sutil, da matéria à consciência. É o Desejo.

O Desejo da Criação – como uma projeção do pensamento da Mente Cósmica advinda da Suprema Consciência – é manifestado como uma semente, Biija, através de Prakrti – o Princípio Operativo, a Energia Cósmica formada através do Mundo da Não-Manifestação e objetivada através do Mundo da Manifestação.

Prakrti, a energia cósmica, é concretizada, então, através de uma triangulação de forças – as Gunas – que manifestam o Ciclo de Brahma – Brahmacakra:

Força Sutil – Sattvaguna -: Eu Farei; a realização voltada para o futuro – A VONTADE

Força Mutativa – Rajoguna: força que causa movimento, atividade, agitação – Eu Faço: a realização voltada para o presente – Os ATOS

Força Estática – Tamoguna – Eu Fiz; a realização voltada para o passado – O DESTINO

Enquanto essas três forças estão apenas interagindo entre si, trazendo o desejo do início, da concretização e da finalização, elas apenas vão formando suas possíveis diferentes configurações geométricas. Porém, qualquer desequilíbrio entre essas forças no sentido de alguma desejar superar a outra – ainda dentro do espaço e tempo primordiais – resulta em manifestação de energia que por sua vez se objetiva em criação. Uma onda é a primeira real manifestação de Brahma já em seu estado de concretização.

A onda objetivada e criada é ainda extremamente sutil, é a Mente Cósmica manifestando seu sentido puro e primordial de existência, é a força sutil: o Eu – ou Mahatattva. O Eu continua a se manifest6ar em seu porquê, em seu sentido de ser, em sua expressão inicial de objetivação; é o ego cósmico expressando o desejo de manifestação de Brahma através da força mutativa: Eu Faço – ou Ahamtatva. Finalmente, a objetivação final, a capacidade de expressão plena da realização, se manifesta através da força estática: Eu Fiz – ou Cittatattva (que é também conhecida por substância mental cósmica).

Existe, assim, uma condensação da Consciência dentro do Ciclo de Brahma que pode ser denominado de Saincara – expressando o Princípio de Exteriorização: do sutil ao denso, da consciência pura à formação da matéria (advinda das ondas emitidas pelo princípio do movimento).

Existe também, em sua reversão, o Prati-Saincara ou retorno da matéria à consciência pura (ainda conduzida pelo princípio do movimento).

Ao longo do exercício contínuo e infinito dessa movimentação, a Criação vai sendo formada até que a mente – matéria condensada da primordial Mente Cósmica – realize a vida. Quando surge a Vida, é objetivada a chamada "força vital" – ou Pranah.

Dessa maneira, o Tantra nos revela que a Mente Cósmica é um reflexo da condensação da Consciência Cósmica. A Consciência Cósmica habita, digamos, o Mundo da Não-Manifestação e se objetiva através do Mundo da Manifestação na Mente Cósmica que, por sua vez, se condensa em matéria. Dentro da matéria, surge a mente da Criação.

A mente da Criação – nós – é, portanto, uma parte constante e atuante do Mundo da Não-Manifestação e do Mundo da Manifestação. no entanto, mente da Criação e Mente Cósmica são iguais e ao mesmo tempo, diferentes. Ambas são iguais no sentido de que advêm do Princípio Primordial, da Suprema Consciência, da Consciência Cósmica, de Paramapurusa, do Tao. E são diametralmente diferentes no sentido de que ao Mente Cósmica é apenas interiorizada... como reflexo da Consciência Cósmica que apenas possui absoluta Interiorização.

A mente da Criação é tanto interiorizada quanto exteriorizada, tendo, inclusive, maior força na segunda afirmação, ou seja, em sua exteriorização.

Assim, nós – os possuidores da consciência da plenitude de nossa mente – somos aqueles que podemos cruzar a ponte entre a mente da Criação e a Mente Cósmica advinda da Consciência Suprema. É Atman.

Esses são os Caminhos da Iluminação e da Liberação ou Imortalidade. A Imortalidade é a conscientização do Ciclo de Brahma e sua realização.

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O texto abaixo é de autoria de Janine Milward de Azevedo e extraído de seu livro Aonde a Cobra Morde a Cauda – direitos reservados 2004. Você pode copiar ou reproduzir desde que sempre na íntegra e mencionando sua autoria e seus créditos.

A Meditação do Criador e a Constância do Ato de Criar

Janine Milward de Azevedo

Somente o Tao é absolutamente interiorizado

O universo não é mais do que um momento, doce momento e constante e eternamente não-mutável momento de Samadhi, de êxtase, na meditação do Criador advindo do Tao, da Consciência Suprema, de Paramapurusa, de Deus.

O Êxtase, o momento máximo da meditação é momento inicialmente de imensa Luz e no instante seguinte, de imenso Vazio. Da Luz inicial em seu Big Bang ao Vazio do apagamento de todas essas luzes estelares e permanência da escuridão, existe a vida de um universo. A vida de um universo é um momento aparentemente eterno de tão imenso e sem fim...

No entanto, para a Suprema Consciência, para Paramapurusa, para o Criador do Criador e de toda a Criação, a vida de um universo é apenas o ápice eterno e constante de Sua meditação, seu momento de Iluminação que se encontra dentro do Vazio.

E a repetição da respiração de Paramapurusa, da Suprema Consciência – o fole universal – vai se seguindo, eternamente – pois que apenas Paramapurusa possui a verdadeira eternidade, a Imortalidade que cria o Criador e que o leva a criar a Criação.

Para Paramapurusa, para a Consciência Suprema, para Deus, nada existe além de si ou que não esteja dentro de Si. Apenas Paramapurusa, a Suprema Consciência, possui a absoluta interiorização: O Criador e A criação estão sempre contidos dentro Dele, nuca fora.

Assim, a única forma que temos de nos fusionar com Paramapurusa, com a Suprema Consciência, com o Absoluto que criou O Criador e Sua Criação, é através da nossa interiorização também absoluta, através de nossa meditação, fusionando nossa respiração interna e externa com a respiração do Criador, com a Mente Cósmica, a inspiração e expiração que vão criando e re-criando os universos.

Nossa Iluminação nos traz consciência infinita porém ainda atrelada à inspiração e expiração primeira e última dentro de nossa evolução no universo. Nossa Imortalidade nos traz não apenas a consciência plena e infinita mas principalmente, nossa vida infinita e em absoluta plenitude.

Dessa forma, ao nos tornarmos um Corpo de Luz, nos fusionaremos de tal forma com Paramapurusa, com a Consciência Suprema, que estaremos, junto ao Criador, criando um novo universo, tornando-nos a Luz primeira e o Vazio último desse universo a vir-a-ser.

Mas, lembre-se, Caminhante do Caminho da Bem-Aventurança, somente Paramapurusa, Deus , é absolutamente interiorizado... sempre estaremos em seu interior, e dessa forma, sempre Paramapurusa é nosso interior e nosso exterior.

Sendo Paramapurusa nosso interior, acessá-lo é preciso através de nossa meditação e de nossa Iluminação. Ou seja, através da infinitização e iluminação da consciência.

Sendo Paramapurusa nosso exterior, assemelharmo-nos a Ele é preciso através da tecedura de nosso Corpo de Luz e da nossa Imortalidade. Ou seja, através da iluminação e infinitização de nosso corpo.

Esses são o Caminho da Iluminação e o Caminho da Imortalidade. Essa é a verdadeira Criação do Universo.

.......... O universo não é mais do que um momento, doce momento e constante e eternamente não-mutável momento de Samadhi, de êxtase, na meditação do Criador advindo do Tao, da Consciência Suprema, de Paramapurusa, de Deus...

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O texto acima é de autoria de Janine Milward de Azevedo e extraído de seu livro Aonde a Cobra Morde a Cauda – direitos reservados 2004. Você pode copiar ou reproduzir desde que sempre na íntegra e mencionando sua autoria e seus créditos.

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BABA NAM KEVALAM

A Consciência suprema a tudo permeia

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Janine Milward de Azevedo