Em Busca da Luz



O texto abaixo Em Busca da Luz é de autoria de Janine Milward de Azevedo. Você pode copiar ou reproduzir desde que sempre na íntegra e mencionando sua autoria e créditos.As interpretações dos Capítulos do Tao Te Ching foram realizadas por Janine Milward de Azevedo e estruturadas no livro Tao Te Ching, o Livro do Caminho e da Virtude – Lao Tsé – tradução do Chinês para o Português de Wu Jyh Cherng, Editora Ursa Maior, São Paulo
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Pergunta de Marcos - Janine , a luz é única mas pode ser observada de varias maneiras , tenho a minha e procuro entender e aprender como outras pessoas observam-na . Gostaria que você contasse um pouco sobre o caminho que você percorre para observar a luz . Qual a origem e quem transmitiu a você.
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Sitio das Estrelas, 14 de marco de 2004
Namaskar, eu saúdo você, Marcos, com minha mente e com meu coração!


Em Busca da Luz

Janine Milward de Azevedo

O Princípio Primordial - Consciência Cósmica Unitária e Consciência Cósmica Coletiva – A Criação – Do sutil ao denso e do denso ao sutil: O Retorno é o Movimento do Caminho – O Ciclo de Brahma - O Caminho da Iluminação e o Caminho da Imortalidade ou Liberação – aventureiro, caminhante e Caminhante – A Humildade – Prática Espiritual e Discernimento

A luz é única

A sua afirmação inicial é a única verdade da vida, ou seja, a Unidade, o Uno, o Absoluto. Esse é o Princípio Primordial que dá berço ao Tao da Criação, ou Deus, ou Paramapurusa, ou Consciência Suprema.
A Luz advém da Consciência Cósmica Unitária, da Suprema Consciência, do Tao da Criação, de Deus, de Paramapurusa e é espelhada na Criação através da Consciência Cósmica Coletiva, A Criação.

O Mundo da Não Manifestação – ou Céu Anterior – advém do Tao da Criação, ou Deus, ou Paramapurusa, ou Consciência Suprema...

O Tao – ou o Sem-Nome - não pode ser nomeado. Quando é nomeado, surge o Tao da Criação, ou Deus, ou Paramapurusa, ou Consciência Suprema, possuindo apenas interiorizacáo plena em sua absoluta unidade.
O Tao da Criação faz então nascer o Mundo da Não Manifestação (porque já pode ser nomeado). O Mundo da Não Manifestação existe apenas em seu estado de sutileza extrema e absoluta. A princípio, o Mundo da Não Manifestação é somente interiorizado – espelho do Tao da Criação, de Deus, de Paramapurusa, da Consciência Suprema.

No entanto, por já poder ser nomeado, o Mundo da Não Manifestação possui intrinsecamente um movimento que vai do extremo sutil, ä transformação mutativa até alcançar a crudificacáo, ou seja, vai da absoluta interiorizacao até a absoluta exteriorização.

Já em seu momento de transformação mutativa entre o sutil e a matéria, entre a interiorizacao plena e a exteriorização plena, o Mundo da Não Manifestação faz nascer o Mundo da Manifestação – ou Céu Posterior - .... que por sua vez faz nascer a plenitude da exteriorização do Tao da Criação, – que traz em si mesmo tanto a interiorizacao como a exteriorização.

Assim, existe A Luz plenamente interiorizada – a Consciência Cósmica Unitária (Shiva) – dentro do Mundo da Não Manifestação que se espelha e dá berço à Criação que é A Luz exteriorizada – a Consciência Cósmica Coletiva (Jiva) – dentro do Mundo da Manifestação.

A luz é única mas pode ser observada de varias maneiras

Assim, como você mesmo disse, Marcos, a luz é única mas pode ser observada de várias maneiras. O Mundo da Não Manifestação é único (porque advém do Tao da Criação, o Absoluto, o Uno). Porém, o Mundo da Manifestação (que também herda essa unicidade absoluta) espelha o Tao da Criação através do desdobramento múltiplo dessa luz, do Princípio Primordial. É o prisma – assim como o vemos no arco-íris...
Esse espelhamento é aquilo que conhecemos como Maya. Maya não é propriamente ilusão, e sim o espelhamento do Mundo da Náo-Manifestacao pelo Mundo da Manifestação. É o desdobramento, o desmembramento da Luz Única em suas várias cores e facetas, tons, semitons, nuances... Maya é o coletivo, a partir do Tao da Criação, que é uno. Assim, Maya é tanto a própria energia da Criação quanto o espelhamento (ilusão) da mesma.

Na verdade, existem Maya e Prakrti. Maya é a forca criativa e Prakrti é a energia cósmica operativa que efetivamente realiza a ação de criação.

Tenho a minha (luz)

Sim, Marcos, é claro que você tem a sua luz, como eu tenho a minha, como toda a natureza tem a sua luz. Todas essas luzes são espelhamentos do Princípio Primordial, da Luz Inicial. Todas essas luzes são o coletivo criado a partir de Maya, deslizando e condensando desde o sutil, através do mutativo, até a crucificação na matéria. Luz é matéria, não é mesmo?

No entanto, esse movimento triangular (que obviamente vai formando toda a natureza plenamente manifestada através da estrela de seis pontas, com o triângulo celeste mesclado ao triângulo terrestre), possui também – e principalmente - seu retorno.

Lao Tsé, o Mestre do Tao, nos diz que O Retorno é o Movimento do Caminho.
Esse Retorno é o movimento que sai da crucificação da matéria (do Mundo da Manifestação) em sua transformação mutativa até alcançar o sutil absoluto. É o chamado Retorno à Fonte Primordial (o Mundo da Não Manifestação ).

Do sutil ao denso, da interiorizacao à exteriorização, da unidade da Consciência Cósmica à coletividade da Consciência Cósmica. E seu retorno, do denso ao sutil, da exteriorização à interiorizacao, da coletividade à unidade.

Srii Srii Anandamurti, o Mestre do Tantra (Tantra quer dizer libertar-se da escuridão da ignorância) , nos diz que a única meta do homem (aquele que possui mente expandida e iluminada – a consciência) é fusionar-se com Paramapurusa, com Deus, com o Tao da Criação, com a Consciência Suprema, é retornar `Fonte Primordial.

e procuro entender e aprender como outras pessoas observam-na. (a luz)

A meu ver, existem várias maneiras de se observar a luz. Os dois Mestres acima citados, Lao Tsé e Srii Srii Anandamurti, são unanimes em dizer que a melhor maneira é através da Meditação. Também a oração e todas as (saudáveis) formas de elevação espiritual.

No entanto, a própria maneira de viver também é extremamente importante. Tanto que Lao Tsé escreve seus 81 Capítulos e os nomeia de O Tao e o Te, o Caminho e a Virtude. O Tao é o Caminho entre o Céu e a Terra, entre o Mundo da Náo-Manifestacao e o Mundo da Manifestação. O Te é a Virtude, a maneira, a forma como vivenciamos e trilhamos esse Caminho.

Para tanto, a melhor maneira de se observar a luz é desenvolvermos nossa mente em consciência infinita e iluminada – esse é o Caminho da Iluminação. É o retorno da Consciência Cósmica coletiva à Consciência Cósmica unitária.

Assim, ao bem elaborarmos em nossas vidas o Tao e o Te – em nosso Trabalho de Encarnação e em nosso Trabalho Espiritual – poderemos enxergar a Luz – que é a manifestação máxima do Mundo da Manifestação. E ingressarmos no Vazio – que é a manifestação inicial do Mundo da Não Manifestação.

Gostaria que você contasse um pouco sobre o caminho que você percorre para observar a luz
Dentro da multiplicidade de caminhos que existem a partir do Caminho Inicial, do Uno, do Tao da Criação, devemos trilhar aqueles que nosso coração vai nos apresentando. É preciso aprendermos a confiar em nossas verdades interiores e irmos re-conhecendo essas verdades dentro de alguns caminhos que escolhemos para percorrer.

Você, Marcos, nitidamente tem me mostrado que seu coração tem o levado a percorrer os caminhos da cristandade pura, da filosofia cristã e da religiosidade cristã primordial, autentica e séria.

Eu, por outro lado, conservo da cristandade os corações e mentes de Francisco e Clara, e o respeito profundo ao Mestre Jesus (que aparentemente é o único Imortal que vimos ascensionar aos céus em seu Caminho da Liberação ou da Imortalidade). Também – e por ser mulher – conservo da cristandade a alegria de Maria ao se tornar mãe do Mestre e a tristeza de sua perda na Terra – para vê-lo ascender aos Céus.... No entanto, sinto-me profundamente envolvida pelas verdades contidas através das palavras simples (e um tanto complicadas) de Lao Tsé, o Mestre do Tao, e profundamente emocionada pela energia de trabalho espiritual e social e de compreensão e revelação das verdades através as palavras um tanto complicadas (e simples) de Srii Srii Anandamurti, o Mestre do Tantra...

Qual a origem e quem transmitiu a você

Desde bem cedo em minha vida, fui estudar em um colégio de freiras católicas em Nova Friburgo, RJ, aonde nasci, as Dorotéias e o Colégio Nossa Senhora das Dores, e lá aprendi um tanto sobre a cristandade dentro do catolicismo. A partir dos meus anos vinte e trinta, eu desenvolvi um grande amor por Francisco e Clara de Assis, principalmente por suas vidas de trabalho e de doação, de compaixão, de humildade e de amor pela humanidade. A partir dos meus anos quarenta, eu encontrei o Tao primordial, através das aulas dos Capítulos do Tao Te Ching, o Livro do Caminho e da Virtude, de Lao Tsé, ministradas por um monge chamado Wu Jyh Cherng, o tronco da Sociedade Taoísta do Brasil, no Rio de Janeiro. Quase no final nos meus anos quarenta, já em Mar de Hespanha, eu encontrei o Tantra primordial, com a vinda dos monges da Ananda Marga, organização espiritual e social fundada e trabalhada por Srii Srii Anandamurti, o Baba. Os monges vieram inicialmente para as aulas de Yoga que se estenderam em Retiros Espirituais aqui mesmo, no Sítio das Estrelas. Era sempre eu quem dava pousada aos monges e sempre, sempre, conversávamos muito em infindáveis jantares e apressados cafés-da-manhã, após a meditação matinal e antes do retorno à vida em seu cotidiano de trabalho....

Também durante toda minha vida eu venho sendo extremamente autodidata em meus estudos como um todo, lendo muito, pensando muito, trabalhando muito, tentando me lapidar de diamante bruto até conseguir meu corpo diamantino, quem sabe, ainda nesta vida... É uma longa estrada, realmente.... Lao Tsé nos diz que Uma Longa Jornada começa com o Primeiro Passo... Srii Srii Anandamurti nos diz que A Vida é Curta. Portanto, devemos realizar nosso trabalho espiritual em sua totalidade, sem perda de tempo....
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Mas, ouça-me com atenção, Marcos (ou leia-me), é muito difícil a gente realmente definir quando tudo começou e por que ... ou quem ou o que teria transmitido a luz.

Tudo isso pode realmente acontecer a partir de nós mesmos, de nosso desejo interior, de nossa verdade interior, de nossa intenção interior de retornar `a Fonte Primordial! É certo que aprendemos ao longo de nossa vida com a literatura, com as pessoas, com as situações, com a oração, com a meditação.... No entanto, temos que ter nosso corações completamente abertos ao Caminho. E é preciso caminharmos com a consciência de estarmos realmente caminhando – de outra forma estaremos apenas sendo aventureiros e não caminhantes ou Caminhantes.... entende?

O caminhante é aquele que ainda está em busca do caminho, da trilha a tomar em direção ao Caminho, já tentando expandir sua mente em Consciência. O caminhante diz = Eu procuro. Muitas vezes, o caminhante não percebe que precisa trabalhar-se espiritualmente, esforçar-se realmente, praticar verdadeiramente a espiritualidade e não apenas percebe-la intelectualmente ou racionalmente. O caminhante ainda possui Consciência Cósmica coletiva porém já é sabedor da Consciência Cósmica unitária.

O Caminhante é aquele que já se encontra trilhando seu Caminho da Iluminação, conscientemente. O Caminhante diz: Eu não procuro, eu acho. O Caminhante já lapida sua Consciência Cósmica coletiva para se tornar uma Consciência Cósmica Unitária.

O aventureiro – mesmo que aparentemente esteja em busca da trilha, do caminho - ainda não tem consciência do verdadeiro Caminho e nem procura transmutar sua mente em Consciência (apesar de lapidar seu intelecto). O aventureiro não tem noção sobre Consciência Cósmica, coletiva ou unitária. O aventureiro, muitas vezes, formula a pergunta porém não se interessa pela resposta ou não a ouve, menos ainda a escuta. O aventureiro não apenas rejeita o conhecimento espiritual que pode chegar até ele como também tenta impedir que outras pessoas ao seu redor possam recebe-lo. Outra forma de ser do aventureiro é sair por aí em busca de aventuras espirituais, novidades, modismos.

É claro que estas três descrições merecem suas gradações de acordo com os diferentes níveis de conscientização.

Certamente sabemos que todos possuem (porque são parte intrínseca) a Consciência Cósmica Unitária como a Consciência Cósmica Coletiva. A questão é: Existe ou não essa conscientização?

Assim, o aventureiro precisa se cuidar para não se iludir e com isto, perder a oportunidade de se realizar em seu trabalho de encarnação e de espiritualidade, nesta vida.

O caminhante precisa manter sempre a mente bem aberta transmudando-a em consciência... para não estacionar em pré-conceitos, preguiça, desanimo, carência de fé e perder o bom andamento de seu Caminho.
O Caminhante precisa sempre ser atento às suas ações e às possíveis reações (reações em potencial) em sua vida – Karmas e Samskaras. A verdade é que, na trilha do Caminho da Iluminação – diferente do que se normalmente pensa – a vida fica bem mais difícil, as vicissitudes se apresentam todas, os Karmas e os Samskaras precisam ser vivificados e sanados, as pedras do caminho se mostram para serem analisadas através do bom discernimento para que os obstáculos sejam ultrapassados sem que o Caminhante seja desviado de seu Caminho de Luz.

Talvez a Humildade (a maior das Virtudes, segundo Lao Tsé) seja o fiel da balança entre esses três momentos... O caminhante tenta trabalhar sua humildade. O Caminhante é a própria humildade. O aventureiro desconhece a humildade e se a usa, pratica-a apenas como capa, como persona encobridora de sua (ainda) maneira de ser.

Em seu Capítulo 17 do Tao Te Ching, o Livro do Caminho e da Virtude, Lao Tsé nos fala sobre estes estados do Caminhante, como segue:


Do supremo, o inferior tem apenas ciência da existência
Do estado que o sucede, intimidade ou admiração
Do estado seguinte, temor ou desprezo
Não havendo suficiente confiança, surge a desconfiança
Quem valoriza a palavra, realiza a obra sem deixar rastros
Assim, o povo achará que surgiu por si, naturalmente.

A verdadeira confiança surge da verdadeira espiritualidade – que Lao Tsé, neste Capítulo 17, chama de ‘a palavra’. Valorizando a espiritualidade, o Homem Sagrado realiza sua vida de Trabalho e de Iluminação neste Planeta, com verdadeira humildade – virtude máxima do Tao e do Te, o Caminho e a Virtude. Nesse caso, aqui também ‘a palavra’ surge como aquela que parte do Mestre e do Tesouro do Espírito, o Conhecimento das verdades do Céu e da Terra.

Por isso, o Mestre nos diz que o Homem Sagrado ‘realiza a obra sem deixar rastros’ bem como em vários outros Capítulos também teremos a oportunidade de nos depararmos com o conceito da plenitude da realização dentro da absoluta humildade.

Por que? Porque, Assim, o povo achará que surgiu por si, naturalmente.

A humildade, ou seja, realizar seu trabalho de encarnação e seu trabalho espiritual como a meta fundamental de seu Caminho, sem buscar reconhecimento nem louvores. É o Wu Wei, a não ação, a ação praticada naturalmente, por ela mesma, simplesmente. Para alcançarmos a verdadeira humildade em nossa verdadeira forma de ser, é preciso que já realmente estejamos trilhando nosso Caminho rumo ao nosso Tao, rumo à nossa Iluminação, à nossa consciência infinita e iluminada.

E, seguindo adiante no Caminho, é também – e principalmente – com a humildade que poderemos transmutar nosso corpo físico, nosso Caldeirão, em Corpo de Luz.... para podermos trilhar, finalmente, nosso Caminho da Liberação ou Imortalidade.

Como vimos, então, o trabalho de encarnação e o trabalho espiritual nos expandem a consciência em sua infinitude e em sua iluminação e a vida em sua infinitude e em sua iluminação.... porém, a cada degrau dessa escada, a cada passo dessa longa jornada, vivenciamos a alegria suprema e a tristeza suprema... Para tanto, é bom nos mantermos sempre no Caminho do meio, vivendo a cada dia um novo dia, andando a cada passo um novo passo, praticando a naturalidade da ação – a Não Ação – e purificando nosso coração ao mesmo tempo que buscando o bom discernimento de nossas ações de forma que estas não criem reações negativas.
De uma forma geral, ao buscarmos – e conseguirmos – vivenciarmos a vida através do bom discernimento guiando nossas ações, estaremos praticando nosso Dharma, ou seja, nossa própria natureza, nossos deveres na vida; assumirmos a característica essencial de nós mesmos.

As boas ações são como sementes sendo espalhadas e plantadas a cada instante - boas ações que nos trazem boas reações, bons Karmas e bons Samskaras. No entanto, o desejo de nossa alma é que nos tornemos Sementes Queimadas (Daghdabiija), ou seja, as ações sendo realizadas na mais plena ausência de intenções e portanto, não criando quaisquer reações ou Samskaras. Assim, estaremos prontos para a Iluminação e a Liberação.

A Iluminação pressupõe mente, consciência, infinita e iluminada. A Liberação ou Imortalidade, pressupõe vida infinita e iluminada. São um só Caminho, desmembrado em dois Caminhos, um anterior e outro posterior. E ambos os Caminhos somente podem ser realizados dentro da encarnação... e não fóra – não importando quantas vidas, quantas encarnações sejam necessárias para a realização do caminho espiritual em sua completude, em sua plenitude.... Não podemos nos esquecer de apenas levamos conosco, em nosso espírito, em nosso Trem da Vida, de uma vida para outra, aquilo que ficou marcado em nossa mente. Dessa forma, a expansão iluminada e infinita da mente – a Consciência – se faz absolutamente imprescindível na encarnação.

Luz é matéria, volto a repetir. No entanto, a Luz advinda do Tao da Criação cristaliza-se na densidade, no mundo da matéria, no Mundo da Manifestação, porém essa Luz existe realmente no mundo sutil, no Mundo da Não Manifestação...

A Luz advém da Consciência Cósmica Unitária, da Suprema Consciência, do Tao da Criação, de Deus, de Paramapurusa e é espelhada na Criação através da Consciência Cósmica Coletiva, A Criação.

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Em uma outra mensagem sua, Marcos, você me disse que bem recentemente, viu uma luz diferente por sobre a mesa de sua sala de refeições...

Certamente já existiram no passado outras vezes em que você esteve envolvido em situações mais espiritualizadas e existirão no futuro outras vezes em você estará envolvido em situações mais espiritualizadas.... Tudo isso faz parte do Caminho.

No entanto, é preciso que tenhamos o bom discernimento para julgarmos se essas situações são reais ou apenas ilusórias – em primeiro lugar. E em segundo lugar, termos o bom discernimento para julgarmos o quanto tudo isso tem de importância em relação às nossas verdades interiores, ao nosso crescimento espiritual, à nossa vida como um todo. É preciso que tenhamos um bom discernimento no balanceamento entre razão e coração.

Uma coisa é certa: apenas nós mesmos somos quem verdadeiramente sabe de nossas verdades. Certamente que um Mestre - um Mestre Iluminado e talvez Liberado -, pode também saber de nossas verdades.

Finalmente, Marcos, gostaria de dizer a você algo simples como: um mestre pode mostrar o Caminho a você.... porém somente você poderá caminhar seu Caminho. Este é o trabalho espiritual bem como este é o trabalho de encarnação. Não se esqueça de que estamos encarnados neste belo Planeta Terra, Estação de Trabalho e de Iluminação, para o nosso Trem da Vida nos transmutar de simples Passageiros dos Vagões a Motorneiros da Locomotiva.... O Passageiro vive a partir de sua mente. O Motorneiro vive a partir de sua Consciência.
A Terra é um lugar plenamente propício para caminharmos nosso Caminho da Iluminação e, em seguida, nosso Caminho da Liberação ou Imortalidade. Mente expansionada em Consciência infinita e iluminada. Corpo físico transmutado em Corpo de Luz Vida finita transmutada em vida infinita e iluminada.

Com um abraço estrelado,
Janine Milward

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O texto acima Em Busca da Luz é de autoria de Janine Milward de Azevedo. Você pode copiar ou reproduzir desde que sempre na íntegra e mencionando sua autoria e créditos. As interpretações dos Capítulos do Tao Te Ching foram realizadas por Janine Milward de Azevedo e estruturadas no livro Tao Te Ching, o Livro do Caminho e da Virtude – Lao Tsé – tradução do Chinês para o Português de Wu Jyh Cherng, Editora Ursa Maior, São Paulo
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BABA NAM KEVALAM
A Consciência suprema a tudo permeia

Janine Milward de Azevedo